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Pedro
Pereira da Silva nasceu
no bairro São Vicente, em Mairiporã e faleceu em 17 de agosto de 2006,
aos 73 anos. Conheceu as dificuldades da vida ainda quando criança:
aos 7 anos já trabalhava com seus dez irmãos na lavoura do pai. "Naquela
época ", contava ele nostálgico, "chegamos a vender 1000
caixas de legumes por mês ". Embora tenha levado uma vida dura
na infância, o Pedrão nunca reclamou do passado: sua única mágoa era
não ter podido estudar mais. Cursou até a 3ª série." Bem que
eu queria, mas como a escola ficava no centro, demorava 3 horas para
se chegar lá ", dizia o conhecido proprietário do mais tradicional
e imbatível reduto de esportistas da Serra da Cantareira. O Bar
do Pedrão. |
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Aos
30 anos Pedrão casou-se com dona Rute, cujo pai tinha um armazém onde
é hoje o bar. Pedrão foi trabalhar lá. No começo as coisas iam bem:
vinham fregueses do Petrópolis e da Vila Machado, o armazém era o
único por ali. Com o tempo, outros comerciantes foram se instalando
mais perto dos bairros da sua clientela, e o movimento do armazém
caiu, já que não havia moradores nas redondezas. Com a morte do pai
de dona Rute o casal herdou o comércio, que nessa época não ia nada
bem. “Foram vinte anos de luta, eu e minha esposa trabalhávamos na
roça para segurar o armazém aberto, eu não queria me desfazer dele”.
Mas,na década de 80, sua sorte começou a mudar. |
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O
primeiro point dos
aventureiros do barro |
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Uma
úlcera afastou Pedro da roça e então, pouco depois que o asfalto chegou
na estrada da Roseira, ele decidiu transformar o empório em bar. Foi
o primeiro da Serra, numa época em que procurar alternativas de lazer
na Cantareira ainda não era moda. Começaram a chegar os trilheiros
vindos de toda parte de São Paulo, e o bar do Pedrão se transformou
em plataforma de embarque e de "pouso" para os aventureiros
do barro. Ponto de encontro invariável nas tardes de sábado e domingo.
Hoje, dotado de infra-estrutura adequada para receber os clientes,
o antigo armazém do “seo" Pedrão é um local pitoresco, sem frescuras
– aí está o seu charme - e já faz parte da paisagem e da história
da Serra da Cantareira. |
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Passando
a bola |
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